Pix tem mais um recorde de transações e se firma à frente do TED / DOC



Para ser exato, o Pix registrou 44.765.258 transações no último dia 6, número que superou o recorde alcançado no dia 1º do mesmo mês (40.881.959 operações).


Note, porém, que o novo recorde diz respeito ao volume de transações realizadas em um único dia, não ao total de dinheiro movimentado com elas.


O Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) — o “motor do Pix” — reporta que, no dia 1º de outubro, R$ 26.827.201,01 foram movimentados via Pix; em 6 de outubro, esse total ficou em R$ 25.643.478,26.


A relação entre o volume de transações e o total de dinheiro movimentado indica que, em 6 de outubro, o Pix obteve valor médio de R$ 572,84 por transação contra os R$ 656,21 registrados no dia 1º.


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Pix supera transações via TED e DOC


Apesar disso, as transações durante os fins de semana contribuem para o Pix ser o sistema de pagamentos e transferências preferido dos brasileiros.


Para você ter uma base de comparação, saiba que o SITRAF (Sistema de Transferência de Fundos), que faz compensação e liquidação de transferências por TED, registrou 66.439.206 operações em todo o mês de setembro de 2021, número que corresponde a uma média diária de 3.163.772 transações — como TEDs não podem ser feitos aos finais de semana, esse cálculo considera somente dias úteis.


Já o SILOC (Sistema de Liquidação Diferida das Transferências Interbancárias de Ordens de Crédito), que responde por transações via DOC, registrou 6.327.071 operações no mesmo mês (média de 301.289 operações por dia útil).


Esses números já não surpreendem. Em funcionamento desde novembro de 2020, o Pix precisou de apenas dois meses para superar TEDs e DOCs em volume de transações.


Restrições de segurança


À medida que o número de transações por Pix cresce, a preocupação com a segurança aumenta. Como reação, o Banco Central anunciou um conjunto de medidas de proteção que entrará em vigor em 16 de novembro.


Entre as novas medidas está o bloqueio cautelar, que pode reter uma transação via Pix por até 72 horas quando houver suspeita de irregularidades, e a ampliação do uso de informações vinculadas a chaves Pix para prevenção de fraudes.


Outra medida de segurança, esta em vigor desde 4 de outubro, estabelece o limite de R$ 1.000 para transferências realizadas entre 20:00 e 6:00. Essa é uma tentativa de coibir crimes envolvendo transferências via Pix. Somente o Estado de São Paulo registrou aumento de quase 40% nos registros de sequestro relâmpago desde que a modalidade de transferências foi lançada.


Colaborou: Everton Favretto

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